quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A subjetividade dos jornalistas

Eu nunca acreditei na objetividade no jornalismo. Desde o meu primeiro ano de faculdade eu discutia com uma professora até então muito querida de que a danada só existia na teoria. Três anos depois de formada e seis anos de profissão eu continuo duvidando dela. Eu acredito é na subjetividade jornalística, que tem como principal característica ‘‘tendenciar’’ os fatos noticiados.

Cai numa coletiva de imprensa ontem em que foi anunciada a vinda da Faculdade de Tecnologia para Rio Claro. A noticia foi anunciada pelo prefeito municipal e pelo deputado estadual influente da nossa cidade. Eu fui como assessora de um dos clientes a quem presto assessoria.

Pois bem, a minha subjetividade estava no fato de noticiar que o cliente esteve na coletiva e claro, transmitir a quem irá ler o meu texto que ele foi lá e qual sua opinião a respeito disso.

Ouvi o secretário de Desenvolvimento Econômico dizer para a repórter do jornal mais influente da cidade que “só ela mesmo para dar uma força para a pasta”. O que ele quis dizer com isso? Em sua matéria a repórter destacou as benfeitorias que a prefeitura tem anunciado para a cidade. Nada de novo em seu texto e nada que pudesse desagradar gregos e troianos.

A minha subjetividade era com meu cliente a da repórter com o jornal e sua relação com a prefeitura. O que estou querendo dizer é que dependendo da intenção do jornalista a informação pode ser tendenciosa ao ser noticiada.

A objetividade, cínica como só ela é, prevaleceu em ambos os textos com a informação de que em 2013 Rio Claro terá uma Fatec.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Surpresa!!

Sempre achei que surpresa é bom, mas surpresa de verdade é bom demais!
Minha irmã vive em Portugal há quase 06 anos. Quando o Alê, meu afilhado, tinha 3 meses ela foi fazer a vida dela lá. O bacana é que todos os anos o Alê vem pro Brasil ''ficar com a sua família brasileira'', como ele bem coloca, isso fez com que a distância não atrapalhasse nada na relação com o pessoal daqui.
Este ano ele vinha, depois não vinha. Num complô de família muito bem intencionado, a Carol, a vó Walesca e o paiê armaram o esquema e disseram que o Alê não poderia viajar sozinho, segundo eles a idade miníma é de 06 anos e o Alê completa essa idade no dia 12 de setembro. Putz, balde de água fria né? A Carol não poderia trazê-lo pois, só pra judiar da gente ela tem um bebezinho, o Tyler, que é um gato de olhos azuis.
Pois bem, vamos a surpresa: Como disse armaram o complô e enganaram a família inteira: ô delícia! Ontem, às 23h depois de chamarem a gente no portão e eu achar que alguma coisa grave tinha acontecido, já que a vó Walesca e o paiê dormem com o sol, eis que o portuga mais engraçado do mundo diz SURPRESA!
Sério, acho que eu nunca tinha tido uma surpresa assim, sabe? De verdade, sem esperar, sem imaginar... o Alê é meu afilhado, afilhado = filho. E ele é uma figura! Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que depois até fiquei com a perna bamba por conta da emoção. Queria mesmo poder dizer em palavras o tamanho da surpresa, mas só sentindo, não tem jeito!
Tia Wa, André... muito obrigada!

***
Ainda falando em surpresas, o Otávio me dá cada surpresa com seus questionamentos e respostas. Ele estava assistindo Os Incríveis e eu dando aquele trato na casa, ele chegou perto, sério, olhou pra mim e mandou: Mãe, você voa?!
Eu queria muito saber o que passou na cabeça dele naquele momento. Gostaria muito de ter respondido que sim, pois a carinha dele depois da minha resposta "Não filho, a mãe não voa" foi de decepção.

A vida é mesmo cheia de surpresas né? A minha, além da sorte habitual anda apimentada com as surpresas. E que venham mais surpresas TOPs ;)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Novidades

Eita, que eu já estava sumida. Declarei guerra ao tempo e rebolo pra conseguir fazer tudo o que planejo para o dia. Claro que, no meio dessa briga tenho que impor a ele minhas prioridades: Família, filho, casa e Eu! É isso ai, eu não me sustento sem a minha família, sem despejar no meu filho o amor infinito (que eu tenho tatuado) que sinto por ele e sem cuidar de mim, pois se eu me deixar de lado deixo de ser eu.


Esse papo todo do tempo foi pra contar que fui convidada pra escrever pro blog http://www.jornalistas.blog.br/ , o que me deixou extremamente envaidecida. Paulo Correa é um senhor jornalista muito admirado por mim e foi quem me fez o convite. "Sem discussão não há evolução", tem como não ficar feliz em poder colaborar com um time de feras que pensa assim?!

Pois bem, debutei lá e convido vocês a lerem meu primeiro artigo publicado: http://www.jornalistas.blog.br/jornalistas3.0/artigo.php?idArtigo=11376

O plural do título vem em um novo post ;)


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Que zé você é?

Na segunda-feira fui a uma reunião na escolinha do Otávio. Depois de ver os trabalhos do meu pequeno e a progressão na alfabetização dele demos início a um bate papo, no qual os pais expunham comportamentos que desconheciam em seus filhos e que a partir de um certo momento eles começaram a se manifestar. Isto muito me aconteceu e ainda acontece, como a primeira vez que o Otávio disse ''cala a boca'' e as brincadeiras de lutas. Cala a boca não é uma expressão que fazemos uso e as brincadeiras de luta são proibidas aqui em casa, assim como os desenhos que as incentivam. Pois bem, o pai do melhor amigo do Otávio perguntou da seguinte forma: ''Eu gostaria de saber de onde vem um palavreado que o Matheus está usando ultimamente: Zé mané, zé roela...''


Eu fiquei vermelha e levantei a mão. ''Zé roela'' e ''zé mané'' são duas expressões que eu uso muito com o Otávio. Tem até uma máxima entre a gente: Tá, que zé vc é? Zé roela, zé mané ou zé pagué? e ele ri. Eu nunca escutei o Otávio repetindo isso, mas não é que ele repete? Na escola ele tem os mesmos hábitos que eu tenho e casa e o que não é problema para mim se tornou um problema para outros pais. O amiguinho chama qualquer um na rua de zé mané.

Outro dia recebi uma mensagem dizendo que crianças aprendem com aquilo que fazemos e logo em seguida um vídeo que dizia com imagens a mesma coisa. O que quero dizer é que ser mãe é uma responsabilidade enorme. Educação é uma necessidade maior ainda, para o pai do Matheus o meu zé corresponde a um enorme falta de educação, enquanto entre eu e meu filho não passa de brincadeira. Quando educamos nossos filhos devemos sempre levar em consideração a forma como ele será julgado lá fora e preparar ele para isso. O meu Otávio não chama qualquer um na rua de zé. O termo é empregado quando alguém faz alguma coisa que não deveria, no lugar de palavrões e xingamentos que muitos usam por ai. Vamos continuar com a nossa brincadeira, mas já o instruí de que é uma coisa nossa, e que ele não deve mais usá-la com seus amiguinhos.

Sei que se conselho fosse mesmo de valia a gente vendia, mas meu conselho como mãe e por experiência é que se você convive com criança, seja filho, neto ou sobrinho, reflita seus comportamentos perante ela. Eles aprendem sem que a gente perceba. Hábitos bons também são aprendidos ;-)

Veja o vídeo: