Na segunda-feira passei o dia em São Paulo. Fui acompanhando um grande amigo para dar força, torcer e vibrar pelo resultado de um prêmio. No final uma porta deixou de se abrir para outras melhores se escancararem. Meu orgulho foi longe, mas ainda vai muito mais e nos dará cada vez mais orgulho!
Como estava ‘a passeio’ pude curtir o dia sem me preocupar com nada, estava indo onde me levassem. Ficamos por uma hora e meia dentro da livraria Cultura e mais uma hora e meia dentro da Fnac, foi então que me perguntei por onde andei durante esse tempo todo? Que delícia de ‘tempo ganhado’. Por que me esqueci dos livros? Estava tão concentrada em meu tempo, em meus compromissos, na minha rotina que acabei me esquecendo que os livros poderiam me ajudar a relaxar, viajar e sonhar mais. Só me arrependo do tempo perdido... Passar mais tempo com um livro já faz parte da minha nova rotina.
Outro dia assisti ao filme O Caçador de Pipas. Depois que o filme terminou me perguntei por que não li o livro. Se o filme mexeu comigo, imagina o que o livro não faria? Descobri o poder da leitura misturado com a imaginação lendo O Exorcista, quando tinha 12 anos. Meu pai me avisou que aquele não era um livro para a minha idade, mas a curiosidade falou mais alto. Após ler as primeiras páginas me recusei a ficar com o livro dentro de casa, ao lado da cama. Levei-o de volta para o escritório que ficava do lado de fora da casa e ia todos os dias depois do almoço ler. Estive em Georgetown e curti a experiência... Havia me esquecido mesmo de tanto poder.
Descobrindo São Paulo
Ahn São Paulo, não? Sou caipira mesmo, sempre achei São Paulo um lugar de outro mundo. Minha concepção a respeito dessa cidade tão cheia de surpresas começou a mudar em maio deste ano. Na primeira visita o tempo não foi bem aproveitado e as oportunidades de ver coisas bonitas, interessantes, culturais e inspiradoras perderam para a preguiça... Não conheço nada, ainda! Mas estar lá, andar pelas ruas da Paulista, ver corais no meio da tarde se apresentando na rua, exposições culturais que nos fazem meditar e muito, muito mais me inspiraram a querer conhecer São Paulo de verdade. Prometo a mim mesma viajar pra lá todos os meses a partir de agora e fazer com que o Otávio cresça gostando do que é bom e com a certeza de que São Paulo é real.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
E agora?
Passado tudo, estou perdida em meus sonhos. A faculdade acabou, as preocupações com o TCC não existem mais, o compromisso de ir para Limeira com hora marcada para sair de casa já não fazem mais parte de minhas preocupações. E agora? To curtindo o Otávio, fazendo coisas que há tempos estava afim, mas sem estar com a cabeça fresca.
TCC
O fantasma do TCC parou de assombrar no dia 26 de novembro. A apresentação foi bacana, complementou o trabalho que durante todo o semestre esteve sem orientação, posso dizer que a única orientação que tivemos foi uma semana antes da apresentação. O vídeo-reportagem atingiu nossos objetivos, que era o de contar histórias que acontecem na feira. Muitos questionamentos – lógico – por que não falaram sobre a tradição? Por que não mostraram isso? Ficaria melhor se tivessem feito aquilo... Aprendi nesse ultimo semestre de curso que para nós, jornalistas, nada nunca vai estar sempre 100% bom e ouvi também que eu costumo complicar demais as coisas por querer e achar que sempre dá pra melhorar. Mas como disse, atingimos nossos objetivos, o vídeo ficou exatamente do jeito que eu e os meninos idealizamos em nossas primeiras conversas na edição e conseguimos registrar as histórias de pessoas que ainda fazem a feira acontecer. Para nós ele teve lógica e sentido, assim como para a banca e isso é o que importa. A nota final foi 9,5. Perdemos 0,5 pontos no relatório técnico. O motivo? “Disse que me disse e não disse nada!”
CNH
Minha CNH chegou no dia 26. Eu tomei coragem em tirar a habilitação só porque queria muito ir para Limeira dirigindo. Irônico demais, dia 26 foi meu último dia de faculdade. Peguei o carro uma única vez, não consegui estacionar, desisti! Preciso provar para mim mesma que sou capaz.
Trabalho
Não trabalho mais em televisão, melhor dizendo não estou mais na TV em que trabalhava. Alívio. Gosto de televisão e gosto muito do que tentava fazer lá. Eu havia me dado o prazo de não mais trabalhar lá até dezembro deste ano e ele foi cumprido antes da data limite. Aprendi muito durante o tempo em que estive por lá, mas não aprendi nada ou quase nada sobre jornalismo. Na minha opinião um jornalista deve se permitir arriscar e experimentar para poder construir carreira e mais para frente transmitir ensinamentos... isso basta? Outro dia escutei que ‘em todo lugar as pessoas estão levando seu trabalho com a barriga’ não posso e não quero concordar com isso! Empresa de comunicação sem comunicação? Pra mim já chega! Eu quero é me encontrar!
Futuro
O que vou ser quando crescer? Jornalista. E aí? Não sei! Na primeira vez que soltei a frase “não sei do futuro, me perdi nos meus sonhos” uma pessoas que eu considero muito me olhou com pena. Isso me abalou na hora, mas depois nem liguei. Qual é problema de eu não ter tanta certeza se quero TV, rádio, jornal, ser dona de casa? Nos últimos quatro anos me dediquei a minha faculdade de jornalismo, isso não me bastava mas eu vivo com moderação e intensidade e foi o que eu fiz nesses quatro anos, principalmente de dois anos pra cá. Muitas vezes o tempo livre que eu tinha para ler um livro ou idealizar o futuro foi reservado para o meu filho... é difícil entender isso, é difícil viver isso! Tenho mil planos para o futuro, assim como sonhos e desejos. As criticas precisam e devem ser feitas, mas muitas vezes é preciso medir as palavras. O exterior não reflete o que passa no interior de uma pessoa, as palavras podem ferir mais que ações.
TCC
O fantasma do TCC parou de assombrar no dia 26 de novembro. A apresentação foi bacana, complementou o trabalho que durante todo o semestre esteve sem orientação, posso dizer que a única orientação que tivemos foi uma semana antes da apresentação. O vídeo-reportagem atingiu nossos objetivos, que era o de contar histórias que acontecem na feira. Muitos questionamentos – lógico – por que não falaram sobre a tradição? Por que não mostraram isso? Ficaria melhor se tivessem feito aquilo... Aprendi nesse ultimo semestre de curso que para nós, jornalistas, nada nunca vai estar sempre 100% bom e ouvi também que eu costumo complicar demais as coisas por querer e achar que sempre dá pra melhorar. Mas como disse, atingimos nossos objetivos, o vídeo ficou exatamente do jeito que eu e os meninos idealizamos em nossas primeiras conversas na edição e conseguimos registrar as histórias de pessoas que ainda fazem a feira acontecer. Para nós ele teve lógica e sentido, assim como para a banca e isso é o que importa. A nota final foi 9,5. Perdemos 0,5 pontos no relatório técnico. O motivo? “Disse que me disse e não disse nada!”
CNH
Minha CNH chegou no dia 26. Eu tomei coragem em tirar a habilitação só porque queria muito ir para Limeira dirigindo. Irônico demais, dia 26 foi meu último dia de faculdade. Peguei o carro uma única vez, não consegui estacionar, desisti! Preciso provar para mim mesma que sou capaz.
Trabalho
Não trabalho mais em televisão, melhor dizendo não estou mais na TV em que trabalhava. Alívio. Gosto de televisão e gosto muito do que tentava fazer lá. Eu havia me dado o prazo de não mais trabalhar lá até dezembro deste ano e ele foi cumprido antes da data limite. Aprendi muito durante o tempo em que estive por lá, mas não aprendi nada ou quase nada sobre jornalismo. Na minha opinião um jornalista deve se permitir arriscar e experimentar para poder construir carreira e mais para frente transmitir ensinamentos... isso basta? Outro dia escutei que ‘em todo lugar as pessoas estão levando seu trabalho com a barriga’ não posso e não quero concordar com isso! Empresa de comunicação sem comunicação? Pra mim já chega! Eu quero é me encontrar!
Futuro
O que vou ser quando crescer? Jornalista. E aí? Não sei! Na primeira vez que soltei a frase “não sei do futuro, me perdi nos meus sonhos” uma pessoas que eu considero muito me olhou com pena. Isso me abalou na hora, mas depois nem liguei. Qual é problema de eu não ter tanta certeza se quero TV, rádio, jornal, ser dona de casa? Nos últimos quatro anos me dediquei a minha faculdade de jornalismo, isso não me bastava mas eu vivo com moderação e intensidade e foi o que eu fiz nesses quatro anos, principalmente de dois anos pra cá. Muitas vezes o tempo livre que eu tinha para ler um livro ou idealizar o futuro foi reservado para o meu filho... é difícil entender isso, é difícil viver isso! Tenho mil planos para o futuro, assim como sonhos e desejos. As criticas precisam e devem ser feitas, mas muitas vezes é preciso medir as palavras. O exterior não reflete o que passa no interior de uma pessoa, as palavras podem ferir mais que ações.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
confusão
Estou organizando minhas idéias, me encontrando nos meus sonhos para recomeçar a escrever de onde parei!!
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