quinta-feira, 22 de maio de 2014

O que eu sei do amor IV

Desde que eu me apaixonei de maneira doentia tenho lido textos e mais textos que versam sobre o amor. Ás vezes tenho a sensação de que ninguém nunca amou assim, mas ai, ao escutar uma música ou ler uma frase que sintetiza toda essa loucura me tranquilizo por acreditar que não sou a única pessoa do mundo a sofrer. Porque, como canta Zé Ramalho "sinônimo de amar é sofrer". 

Há algum tempo li um texto que falava que o amor é pra quem tem coragem (lê AQUI). Verdade! recentemente li um texto, também da Rosana, que fala que quem ama mostra. É verdade! Resolvi então fazer um texto que mostra o lado não tão bom de amar. 

Quem ama se fode

Literalmente. Quem ama se anula. Quem ama cede. Cede pouco, cede muito. Cede até se estrupiar. Quem ama deixa a sua vida de lado e só enxerga o outro. Quem ama faz concessões sem pensar, aceita imposições que só fazem magoar (até rimei). Quem ama perdoa, perdoa muito, perdoa tanto que chega a virar saco de pancada, porque o amor sempre vai ser maior que a dor. Pra quem ama, o amor sempre vai ser maior que a dor. 

Quem ama atesta o parágrafo acima. Atesta. Não contesta nem reclama. Não se arrepende de nada. Apenas admite que tudo isso acontece. Quem ama está tão acostumado a ceder, a facilitar, a querer agradar que quando dispõe de fatos é brutalmente massacrado. "Te dei todo meu amor e agora você diz isso?". 

Quem ama tem estrutura para aguentar tudo isso e mais uma vez relevar. Quem ama sabe que os defeitos existem e que com eles precisamos nos adaptar. Eu disse adaptar, não aceitar. Assim, quem ama sempre dá um jeitinho de ser mais forte e passar a borracha na dor. Mas o amor morre. 

Assim como ele nasce ele morre. Morre por causa das feridas, morre por causa da falta de respeito por sentimentos, morre na ausência de demonstrações de amor. Falar eu amo é simples. É fácil, pode ser dito por todos. O amor anda de mãos dadas com atitudes. 

Quem ama procura no ser amado, antes de qualquer coisa, proteção. Te dou meu amor, cuide dele com carinho. 

Não gosto de hipocrisia, portanto não façam uso dela para me julgar. Já amou de verdade? Paixão pode ser sim loucura, mas o que é normal? Todo mundo ama igual? Sabe como damos respeito? Entendendo as diferenças, colocando empatia nas relações com o outro. 

O amor é um exercício. Para amar é preciso exercitar antes de começar pra valer! 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Cadê a Rita que estava aqui?

Querendo sentir um pouco de nostalgia mergulhei na internet em busca de posts antigos que eu escrevi aqui no Fragmentos e no blog É praelas, na coluna Papo de Mulher, de uma amiga, que está desativado. Ela migrou para as redes sociais com seus posts e eu (sempre) nadando contra a maré voltei pro blog.

Me perdi. Atestei mais uma vez o que eu já sabia. Inicie a minha terapia com essa frase. “Me perdi”, eu disse quando a terapeuta me perguntou o que me trazia ali. Me perdi e nem sei como começar a me achar. 

Quer dizer, saber eu sei, mas tá faltando coragem. O quê? Coragem? E a hastag do Instagram VIVERÉPRAQUEMTEMCORAGEM. Já escrevi sobre coragem, insegurança, sonho, planos, desafios e num instante me vi sem saber nada disso.

Relendo meus textos me vejo. Me quero de volta. Dizem por aí que as vezes precisamos nos perder para poder nos encontrar. A verdade é que talvez eu esteja querendo me tornar uma pessoa que eu não sou. Nunca fui e nunca serei. Perguntar a mim mesma cadê a Rita que estava aqui é querer cegar-se para o que está na fuça.

Saramago, eu ainda não sei porque insistimos na cegueira.

“Não posso te fazer feliz se eu não estiver feliz”! Esse era um mantra que eu gostava muito e que tem todo o sentido, mas hoje eu não sei porque insisto no erro. É burrice querer negá-lo.


Cadê a Rita que estava aqui? Ela tá ai, Rita. Qual é o problema? É medo! Medo? Medo. O medo nunca te escondeu, ao contrário, ele te desafia, lembra? É o medo que te dá coragem. Eu sei, mas me perdi. Para com essa bobagem de que se perdeu. Se enxerga, se permite, seja você. Você não percebe que você é que se escondeu de si mesma!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O que eu sei do amor III


Eram tantos os motivos para deixar tudo como estava. Era um só motivo para colocar fim em tudo. Era necessário uma coragem descomunal para fazer o que quer que fosse. Abrir mão de princípios ou abrir mão dos sentimentos.

Músicas que falam de amor vez ou outra versam que o amor não tem força sozinho. Sozinho ele morre. Morre lentamente e de uma maneira muito sofrida.
 
O amor sozinho de inspiração transforma-se em ilusão. Sozinho ele transforma força e coragem em decepção. A decepção só deixa ao amor uma única solução: a morte.

É preciso coragem para admitir que a inspiração virou ilusão. É preciso muita força para admitir a decepção e então matar o amor.

A maior tortura é quando o matamos, pois nos custa aceitar. Procuramos, insistentemente, aquelas primeiras sensações.
Não se sabe se o sofrimento é a dor da morte ou da busca insistente em tentar encontrar, onde já não existe mais, inspiração e força.
O luto do amor 'morrido' não dura muito. Ele tem o poder de renascer quantas vezes forem preciso.    

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Estrela

 Eu sempre fui assim: me jogo! Senge que não me leia (rs), mas faço as coisas sem medir muito as consequências. Simplesmente faço! Viver o momento, não se preocupar com o futuro. Sempre foi assim. 
Daíza e Analúcia formariam uma constelação.
Essa tatto era pra ser uma constelação. Todo mundo que faria parte da constelação debandou e apenas eu e o Mano seguimos adiante. Nem sei se na época (início de 2009, Alex?) éramos tão amigos assim... hahahahaha!!
 
Nessa coisa de me jogar na vida e pagar pra ver, até então só tinha colhido bons frutos. Na verdade continuo colhendo bons frutos, o que não dá certo é aprendizado né? Mas essa foto acima me faz crer que de fato as coisas tem um porquê de acontecer. Não sei se foi a tatuagem ou se era pra ser assim e ela só comprova isso: somos unidos!
 
O carinho e admiração do Tá pelo Mano só reforçam a minha ''tese''.
 
"As estrelas constituem o elemento fundamental da formação do Universo. Um grupo de estrelas forma as constelações" (Analúcia e Daíza, somos ou não somos uma constelação??)
 
Li que no sentido figurado a estrela significa sorte, guiar, direção. Não precisa falar mais nada, né? 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A imaginação supera qualquer produção de hollywood

Li Ensaio Sobre a Cegueira em uma semana. Mergulhei, viajei, me joguei no livro a ponto de no domingo, dia em que eu li mais de 100 páginas numa única tarde, sair de casa e ter a sensação de que estava saindo do livro. Eu precisava sair de casa depois de ler tanto.
 
Nesse dia li as páginas em que as mulheres tiveram de ''ganhar'' a comida na quarentena. Foi tão chocante pra mim a leitura que escutei da minha prima que eu estava acabada, sem vida, sem brilho naquele dia. Talvez eu tenha sentido na leitura o que qualquer mulher sente ou sentiria numa situação dessa.

O livro mexeu demais comigo. Mexeu mesmo. Li com a recomendação de fazer um paralelo com a vida corporativa, fiz. Me assustei. Como a vida é uma só, também li fazendo um comparativo com a vida pessoal. Fiz, me apavorei em constatar o quanto gostamos de ser cegos. Como é cômodo não ver, e se vê não enxergar. O livro começa com um dito do Livro dos Conselhos: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara". Como não gostamos de fazer isso. Como gostamos de ser cegos.
 
Sempre fui assim, de me jogar em tudo o que me disponho a ler. Quando tinha 12 anos, peguei O Exorcista para ler. Li. Lembro-me que meu pai disse “esse livro não é para criança’’. Levei-o para a cabeceira da minha cama e comecei a leitura. Depois de algumas páginas entendi que o livro não era mesmo para criança, ainda assim, levei ele de volta para o escritório no fundo de casa e ia todos os dias depois do almoço ler a história mais horripilante do mundo. Até hoje não assisto filmes de terror e sei o significado e o cheiro da palavra chucrute.
 
A imaginação é infinitamente melhor do que qualquer produção de hollywood. Principalmente na leirura. Afinal, ''o que não vemos imaginamos infinitamente pior, maior ou melhor".  E não me arrependo de ter, no domingo, estado junto com a mulher do médico e de todas as outras cegas naquela cela em que um homem morreu.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Inquietude


Não li Ensaio Sobre a Cegueira e não me arrependo de não o ter feito até hoje. Agora tenho pressa em fazê-lo. Não sei se é idade ou maturidade, mas muitas coisas começam a fazer sentido só agora. Ler Saramago nesse momento faz muito mais sentido do se eu tivesse feito isso antes. 

Outro dia, compartilhando a ideia de que nós nunca damos valor para o que aprendemos no momento em que aprendemos, escutei de uma amiga que deveríamos ser como Benjamim Button. Isso faz todo o sentido e com certeza aproveitaríamos a vida muito mais e com bem menos arrependimentos. Digo isso no geral, pois, arrependimento é uma palavra que eu não gosto de aplicar no meu dia-a-dia. Fez, tá feito! Se der certo felicidade, se não experiência. Arrependimento deve ser escolher viver na dúvida do E SE EU TIVESSE FEITO. 

Viver é isso, arriscar-se. Respeito quem discorda, peço respeito a minha opinião. O contrário de arriscar-se é apenas viver sem enxergar. 

É aqui que entro onde queria chegar. Nos últimos meses a pergunta "quem leu Ensaio Sobre a Cegueira?" tem sido martelada em minha cabeça. Preciso ler, preciso ler esse livro, eu penso. E nada. Hoje a ideia principal do livro de José Saramago, que virou filme de Fernando Meirelles com Julianne Moore, me fez refletir sobre muitas coisas. Tanto no ambiente profissional (esse era o objetivo. Alcançado!), quanto na vida pessoal. 

Desde que decidi arriscar-me nunca mais tive paz. Ou nunca mais fui cega. Eu AINDA não li o livro, mas no trailler, quando a personagem de Julienne diz "tenho medo de enxergar", faz todo sentido para mim. Me identifiquei. Enxerguei e agora tenho medo de continuar enxergando. O medo paralisa. "O medo cega. O medo nos cegou. O medo nos fará continuar cegos". É tão óbvio e simples, mas porque o óbvio nem sempre é óbvio e o simples é sempre tão complicado?

Ter olhos em um mundo de cegos é tão desconcertante quanto não sofrer de normose em um mundo de hipocrisia. É difícil, tem um preço (julgamento), às vezes machuca, mas, em contrapartida é libertador e desafiador. 

Largue o comodismo. Atreva-se a inquietar-se na dúvida. Abra os olhos. 




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Desabafo de uma mãe

- "Quero ficar com meu pai hoje porque ele deixa eu colocar a mão suja onde eu quiser e você não."
- "Meu pai deixa. Meu pai compra!"
- "Você só manda eu escovar os dentes, tomar banho, arrumar as coisas."

Nossas imagens juntos sempre 'falam'
mais que qualquer palavra
 (Otávio com 1 ano)
Uma das coisas mais corajosas que eu fiz até hoje foi assumir que seria mãe de verdade. Hoje descobri que o termo correto é ser uma mãe má. (leia o texto Mães Más aqui). Depois disso, outro ato de coragem foi optar pela separação e seguir a vida adiante, mesmo sabendo que não haverá uma separação definitiva, pois há um filho entre nós dois.
 
Meu filho desenha sua família assim, o pai, ele e eu. Ele no meio, ''dividindo'' nós dois. Separação de casais é um clássico exemplo de normose. Normal é não se separar (?). Normal é manter a aparência para a sociedade e viver infeliz e sozinho dentro de casa. Normal é ter sempre um outro alguém e todo mundo fingir que ninguém tem.
 
Não é normal querer estar em paz, levar uma vida digna, defender ponto de vista, ser livre. Quem não sofre de normose está sempre na contramão. O preço é alto. Mas amadurecemos no amor e na dor.
 
As frases que iniciam meu texto são uma das sequelas que a ausência de normose deixam em mim. Dói escutar isso. É inevitavel colocar-se em comparação. Eu sou a única mão que desce no playground para pedir ao meu filho que suba para casa antes das 21h30. Eu sou chata. "Só eu que não posso brincar". Me questiono até que ponto estou certa em fazer isso, afinal, onde estão as outras mães?
 
Gosto da frase (que não sei de quem é) de que viver é ficar equilibrando-se. Ter um filho é isso. Criar um filho sozinha é equilibrar-se em uma corda de barbante. O texto "Mães más" foi recomendado a mim pela coordenadora e a professora do meu filho. Elas perceberam que sou uma mãe má, mas que isso pesa em mim. "No final ele saberá perceber o que você fez", elas disseram. Eu espero.  

"EU ACHO QUE ESTE DEVE SER UM DOS GRANDES MALES DO MUNDO DE HOJE: A INSUFICIÊNCIA DE MÃES MÁS!" - Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra
 
 
 


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Closer é um soco no estômago



Assisti Closer - perto demais ontem pela quinta vez. Gosto demais desse filme principalmente pela Natalie Portman, que sou fã desde que assisti O Profissional com o gatissimo do Jean Reno (é, eu acho!). E Closer é um soco no estômago.

O filme é realista demais, porém muito distante da realidade com que as emoções são expostas na vida real. Deveríamos encarar os problemas com a coragem dos personagens. Saber assumir as consequencias dos atos e lutar pelo que realmente se quer mesmo que no final as coisas não saiam exatamente como o planejado.

Closer é um chute no saco também. É a prova de que o amor não se acaba. Ele morre. E o amor morre por diversos motivos, mas principalmente pelos erros que cometemos por medo de errar (entendeu?).

Alice é quem mais teme o amor e foi, desde o início a mais sensata, mesmo mentindo. Foi a que mais sofreu. Gosto quando logo de cara ela diz ao Dan "Se é amor não vai embora". É simples assim. A simplicidade é muito complicada de ser entendida.

Dan quis tudo e ficou sem nada. Dan é a prova de que os clichês que tanto gosto tem razão de existirem. Dan, querido, quem tudo quer nada tem. Larry é a vida como ela é: impiedosa! E só quem tem coragem consegue ganhar. Ele soube agir pois sabia bem o que queria. Anna é Julia Roberts... e sem mais! rs*

Alice ou Jane Jones, a única que realmente amou provou que o amor morre. O amor não acaba ele morre. Morre por decepção e morre quando só um ama.

O AMOR NÃO ACABA, ELE MORRE!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pra quem vivemos?

 
 
Antes de mais nada, quero deixar bem claro que tenho consciência de que também tenho teto de vidro e por isso não estou atirando pedra no teto de ninguém, quero apenas fazer uma reflexão.
As redes sociais me fascinam, por motivos diversos, como as diferentes reações nas pessoas com alguma postagem em que ela nem foi lembrada, mas elas, sabe lá por que se sentem atingidas; brigas por status de relacionamento e etc, etc. Em sua maioria as reações mais ‘estranhas’ vêm de casais, mas amigos enciumados e invejosos também estão suscetíveis a ‘pitis’, que são expressos nas mais variadas formas: bloquear um amigo, excluír ou mandar uma indireta (?).
Hoje é dia dos namorados e.. Meu Deus! As pessoas não comemoram mais para si. Essa exposição da vida privada (já escrevi sobre isso aqui) é coisa de louco. Lembrando mais uma vez que estou colocando meu ponto de vista e a única intenção é fazer uma reflexão. Li, nas redes sociais que a ‘’inveja tem face”. Gente, a vida é muito particular. Até onde vai a realidade e a vida pública das pessoas de hoje em dia?
 
Ainda nesta semana compartilhei um texto no qual o autor questiona o que aconteceu com o jornalismo, uma vez que hoje a grande maioria das pessoas consome ‘’informações’’ irrelevantes e da vida privada. O que aconteceu com a gente? Porque ao invés de compartilharmos ideias, pensamentos e ações que sejam de interesse público compartilharam particularidades?
 
É a solidão da era tecnológica que nos faz ter a necessidade de termos a sensação de ver e sermos vistos? Esse momento em que vivemos me inquieta muito, muito mesmo. Confesso que já fiz inúmeras vezes várias ações de exibicionismo (e ainda faço), porém, como comecei a me questionar ao ver determinadas ‘postagens’ tenho sido mais critica em relação a mim mesma... ainda não tenho uma resposta e nem a terei. Sei que é um momento de (re) evolução (?) e mudanças, mas não consigo ver como e nem porque e nem de que forma isso acrescenta ou engrandece.
 
 
A vida pública na internet é muito bonita, alegre e perfeita. Ou não?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Epílogo dos 29

Encontrei essas frases soltas que devo ter escrito em 2008, 2009... Sou muito apontada como inconstante, mas inacreditavelmente não senti necessidade de mudar nada, apenas acrescentei algumas. Pois a maior dádiva da vida é aprender coisas novas a cada dia.
 
 .Tenho o maior tesouro do mundo.

Aprendi desde cedo que o amor de mãe é insubstituível.

Aprendi que amor de irmãos pode se multiplicar até chegar a ser um amor de pai para filha.
 
Tento fazer as pessoas enxergarem que amor de irmãos não existe apenas entre irmãos de sangue, mas ele é muito mais forte quando primos se tornam irmãos.
 
Continuo aprendendo que os amigos também se tornam irmãos e os laços passam a ser eternos e inquebráveis.

Aprendi que família a gente pode ter um monte, basta saber respeitar cada uma delas com suas particularidades
.
Sei que a casa ‘da vó’ é uma delícia, mas melhor ainda é a casa de amigos queridos que já fazem parte de toda a nossa vida e história.
 
Aprendi com o tempo que não devemos julgar o exterior e jamais afirmar “eu nunca...”. O tempo passa, o mundo dá voltas e a gente se une inexplicavelmente a alguém que é o oposto da gente.
 
Aprendi que as diferenças servem apenas para somar nas relações e que o importante é saber conviver e tirar proveito delas.
 
Sei que ‘fazer o bem sem olhar a quem’ nos traz um bem estar enorme e nos vicia a querer fazê-lo cada vez mais.
 
Tive certeza que Deus existe quando ganhei o maior presente do mundo e que junto com ele veio toda a responsabilidade de uma vida e o sentimento do que é AMOR INFINITO.
 
Hoje sei que as amizades verdadeiras simplesmente acontecem sem ser necessário ficar dizendo eu te amo. Elas não precisam de cobranças, de certezas e nem de nada. O amor, a cumplicidade e o respeito simplesmente acontecem.
 
Aprendi que uma relação só dura se a paixão der lugar a amizade, o amor se fortalecer e o respeito, o carinho, a cumplicidade e a necessidade de divisão fizerem parte dela.
 
Eu sei que guardar mágoas, ter rancor, querer vingança e desejar o mal a qualquer alguém só faz mal a nós mesmos. Aprendi também que saber perdoar é um bem divino, basta querer.
 
Aprendi que paixões acontecem a todo o momento, mas que o autocontrole é essencial nesses casos.
Prefiro me arrepender de ter feito do que ficar me torturando com o que poderia ter acontecido se eu tentasse...

Aprendi que fazer escolhas é um mal necessário.
 
Aprendi que a distância não significa solidão e nem separação.
 
Aprendi que pessoas vem e vão em nossa vida, mas que as que realmente fizeram diferença ficarão eternamente em nossos corações.
 
Aprendi que amar dói e machuca, mas que não saber ser amado dói infinitamente mais e causa uma perda.
 
Por fim, aprendi que saber viver é extremamente importante e que a felicidade não depende de dinheiro, lugar, classe social ou a roupa que usamos, mas sim das companhias com quem estamos.
 
Hoje tenho certeza de que se não se está confuso, não se sabe de nada.
 
Eu sei que o importante mesmo é viver sem vergonha de ser feliz!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Como produzir pérolas


Ostra feliz não faz pérola. Esse é o título de um livro de contos do Rubem Alves. Uma amiga postou a pouco na rede social uma mensagem explicando como é que as ostras produzem pérolas. “A pérola é uma ferida cicatrizada”. Essa ideia é linda!
As pérolas são resultantes da dor. Qualquer substância que adentre a ostra faz com que a substância lustrosa que há em seu interior trabalhe para cobrir essa substância indesejada e assim é produzida a pérola. Uma ostra que não é ferida não produz pérolas, assim é o título do livro de Alves “Ostra feliz não faz pérola”.
O que isso tem haver com a gente? Absolutamente tudo. Tirem-me o sofrimento e não serei nada. Calma, sem drama pois, tudo depende do ponto de vista. Depois que eu descobri que a sorte é apenas uma questão de ponto de vista ficou tudo mais claro. Não foi decepcionante e nem o suficiente para que eu começasse a enxergar a vida do ponto de vista do azar.
Gosto de dizer que o sofrimento traz beleza. Pura verdade! Quer beleza mais estonteante que a beleza interior? Quando você consegue ver as coisas ruins que acontecem da perspectiva da sorte e consegue tirar dessas experiências amadurecimento e aprendizado, formam-se pérolas em seu interior que exaltam aos olhos de quem vê.
Quem aprende com as mazelas também sabe dar mais valor a vida, as amizades, as conquistas. A palavra sofrimento é definida no pai dos burros da seguinte forma: dor física; angústia, aflição. Não ter nenhum desses sentimentos ao longo do viver é simplesmente existir. E apenas existir é muito triste.
A vida não é feita apenas de sofrimento, mas eles são inevitáveis e com eles valorizamos todo o resto. Aprenda a produzir pérolas e não se assuste se começarem a dizer que você está cada dia mais bonito(a).
"Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim." 
Proust

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que eu sei do amor II

Disse uma vez que eu não nasci para amar, nasci para ser amada. Como tudo que a gente fala na vida paguei a língua e cuspi pra cima. O bichinho do amor me mordeu em 2012 e aí, como uma viciada me entreguei aos prazeres e dores do amor.

Amor e sofrimento deveriam ser sinônimos. Quem ama de verdade sabe que essa é uma afirmativa que resume o sentimento. Carlos Drummond de Andrade disse que se você sabe explicar o que sente então não é amor. Exatamente, quando se ama não se sabe o porquê. A angústia e o sofrimento não começam aí? Não sei explicar o que sinto e porque o sinto, mas é forte, intenso e viciante.

Recentemente li um livro de auto ajuda (sim, eu li “Amar de olhos abertos” – Jorge Bucay e Silvia Salinas ) que dizia que não podemos esperar do outro. Os relacionamento não dão certo, pois depositamos no parceiro nossas expectativas e não se deve, jamais, esperar nada de ninguém. A Rosana Braga disse nesse artigo (o melhor de todos que fala de amor) que amar é para quem tem coragem. É isso aí, a Rosana sabe das coisas, mesmo que às vezes eu não concorde com a história de almas gêmeas.

Nesse mesmo texto ela fala que temos a opção de não amar. Pode isso? Não, não temos essa opção, o que temos é a opção de não se entregar. Tranca o sentimento no fundo do coração e vai tentar ser feliz. Por que amar é pra quem tem coragem. Mais que isso, amar é para poucos. Sou petulante o suficiente para dizer que conheci poucas pessoas que amaram de verdade. O amor sem explicação, o amor que nos transforma.

Sim, porque quem ama de verdade passa por transformações. Por amor você muda constantemente de opinião, posição e etc, mas sem perder a essência. “O amor talvez seja uma coisa que até nem sei”, a Ana Carolina canta e é perfeito.

Sem querer plagiar a Rosana nesse mesmo artigo, faço minhas suas palavras de que amar é colocar-se em risco. Não há garantias de ganhos, mas total certeza de perdas. Na melhor das hipóteses perda de noites de sono e perda de água escorrendo pelos olhos. Quem ama de verdade não pensa com a razão, taí a certeza de que o risco é certo e tem que ter muita, mas muita coragem para arriscar/amar.

A Marisa Monte canta que “amar alguém só pode fazer bem”, ela tem toda razão, mesmo com os malefícios que o amor nos trás. Aqui uso as palavras de Paulo Mendes Campos para Maria da Graça no texto “o sentido, o humor e a dor“. Ele diz com muita sabedoria que a dor tem seu feitiço e que este se vira contra o enfeitiçado. Quando amamos de verdade não sabemos o porque e a dor desse sentimento tão lacerante é também viciante.

O que eu sei do amor é que ele é mau, mas também muito bom. Que ele entristece, mas permite momentos de plena felicidade. O amor é cruel, mas proporciona força. O amor é capaz de nos fazer acreditar que podemos conquistar o mundo, fazer tudo o que sonhamos, mas também é capaz de nos diminuir a ponto de em pequenos momentos querer que a vida acabe.

O amor acontece, mas pra vivê-lo é preciso ter coragem!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz!"; "Viva intensamente"; "Viver é pra quem tem coragem"... Adoro clichês e frases feitas e as tomo para resumir minha vida e minhas experiências. As três do início do paragrafo são minhas eleitas para resumir a minha vida em 2012. 

Foi um ano em que meu peito se encheu de coragem, quebrei regras, sai da zona de conforto e vivi. Vivi intensamente cada sentimento que deveria ser vivido. Perdi, ganhei e aprendi mais do que nunca que as escolhas são feitas de perdas e ganhos. 

Encontrei o caminho da luz e com ela pude limpar meu coração, resgatar máculas e ter novas oportunidades. Viver tudo de novo, mas de forma diferente. Acredito que foi a luz que me tirou da zona de conforto, que me encheu de coragem para fazer a vida valer a pena. 

Em 2012 descobri que a sorte, que eu sempre me gabei de ter, é só uma questão de opinião ou de visão. Tudo depende de como você enfrenta a vida. A minha é sob o ângulo da sorte. 

Em 2012 tive consciência de que não é que não temo o medo, mas ele me move. Quanto mais difícil e desafiador, melhor, mais excitante, mais emocionante... 

Em 2012 descobri que o amor infinito que sinto pelo Otávio, vai alem do infinito. Isso é possível? Ele é incrível e também responsável por muito da força que tiro não sei de onde. 

2012 me mostrou que o orgulho é besta e mesquinho. Que só nos causa perda e nenhum ganho. Engoli ele e  assim pude ser ainda mais feliz. Ganhei um pai e um anjo que me ajuda a enxergar com mais clareza, tudo. 

2012 me estapeou e me ensinou que é possível amar. Eu, que acreditava ter nascido apenas para ser amada. Por amor perdi, perdi, perdi. Chorei como nunca antes havia chorado em minha vida. Mas ganhei o direito de ser dona do meu nariz. De saber que a minha felicidade depende apenas de mim e que a independência e a honestidade são bens preciosos que deixam o nosso caráter intacto de julgamentos. Afinal, contra fatos não há argumentos. 

Desejo para 2013 o dobro de garra. O triplo de coragem, a multiplicação do efeito do medo em mim. Desejo em 2013 transformar sonhos em realidade e a cada dia ou a cada conquista o nascer de novos sonhos. 

Saúde, esperança, fé e muita luz! 

Feliz 2013!!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu agradeço seus defeitos

"Era uma vez, numa aldeia muito pequena, um homem que trabalhava como aguadeiro. Naquele tempo, a água não saía das torneiras. Era preciso pegá-las no fundo dos poços ou no fluxo dos rios. Se não houvesse poços perfurados perto da aldeia, quem não quisesse buscar água pessoalmente tinha que comprá-la de um dos aguadeiros que, com grandes tinas, iam e voltavam com o precioso liquido. 

Certa manhã, uma das tinas rachou e começou a vazar pelo caminho. Ao chegar à aldeia, os compradores lhe pagaram as 10 moedas de costume pela tina da direita, mas apenas cinco pela outra, que chegara praticamente pela metade.

Comprar uma nova tina era muito caro para o aguadeiro. Então ele decidiu que deveria apressar o passo para compensar a diferença de dinheiro que recebia.

Durante dois anos o homem continuou a ir e vir, levando água à aldeia e recebendo suas 15 moedas como pagamento por uma tina e meia de água. 

Certa noite foi acordado por um ruído em seu quarto:
- Psiu, psiu...
- Quem está ai? - perguntou o homem. 
- Sou eu - disse uma voz que saia da tina rachada.
- Por que está me acordando uma hora dessa?
- Quero lhe pedir perdão e se o chamasse em plena luz do dia duvido que me escutasse. Não foi minha culpa a rachadura por onde a água escorre, mas sei que o prejudiquei. Sei que deveria ter sido trocada por uma tina nova, mas no entanto você me mantem ao seu lado. Quero lhe agradecer e pedir que me desculpe. 

- É engraçado que você me peça desculpa - disse o aguadeiro. - Amanhã, bem cedo, sairemos juntos. Quero lhe mostrar uma coisa. 

O aguadeiro dormiu até o amanhecer. Quando o sol surgiu no horizonte, pegou a tina rachada e foi com ela até o rio. 

- Olhe - disse ao chegar, apontando para a cidade. - O que você vê?

- A cidade - disse a tina.

- E o que mais? - perguntou o homem.

- Não sei... o caminho - respondeu a tina.

- Exatamente. Olhe para as margens do caminho. O que você vê?

- Vejo terra seca e cascalho no lado direito e canteiros de flores no lado esquerdo - disse a tina, que não entendia o que o aguadeiro queria lhe mostrar. 

- Por muitos anos percorri este caminho triste e solitário carregando água até a aldeia e recebendo igual a mesma quantidade de moedas por ambas as tinas... mas um dia percebi que você tinha rachado e perdia água. Eu não podia trocá-la por uma tina nova e, por isso tomei uma decisão: comprei sementes de flores de todas as cores e as semeei em ambos os lados do caminho. A cada viagem, a água que você derramava regava o lado esquerdo do caminho, e nesses dois anos, você conseguiu criar essa diferença. 

O aguadeiro fez uma pausa e, acariciando sua tina, disse: - E você me pede desculpas? Que importam algumas moedas a menos se graças a você e sua rachadura o colorido das flores alegram meu caminho? Sou eu que devo agradecer seu defeito." - Amar de Olhos Abertos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Você tem medo de quê?

“Cada escolha uma renúncia, isso é a vida”. Essa frase é de uma música do Charlie Brown, não sou fã, mas essa frase sempre me marcou muito. O que mais tenho dito nos últimos dias é exatamente o que a frase diz: Toda escolha implica em perdas e ganhos. É fato!

“Quem tudo quer nada tem”. Esse é um dito popular que complementa a ideia de que se não ousarmos escolher por medo de perder, corre-se o risco de ficar sem nada. O que fazer? A vida acontece no presente enquanto estamos pesando as escolhas do passado e planejando o futuro. “Você não tem medo de nada, Rita?” Recentemente tenho escutado muito essa pergunta que às vezes vem na afirmativa. Não é que não tenho medo, acho que na real eu AMO viver.

Quando a vida nos arma uma peça, muda nossos planos e coloca a vida de ponta cabeça eu estufo o peito e encaro de frente. Minhas decisões são tomadas baseadas em experiências passadas e desejos futuros. O que deu errado é aprendizado e o que deu certo é experiência. Segue em frente e vai ser feliz sempre tendo  em mente o seguinte: errou? Aprende. Acertou? Sorria e seja feliz!

Eu tenho medo, de muitas coisas. Tenho medo de não viver o suficiente, tenho medo de me acovardar frente às dificuldades e ficar vendo a vida passar. Tenho medo de no futuro não ter lembranças que possam me arrancar suspiros, choro e risada. Tenho medo de me arrepender por não ter tentado. Tenho medo de perder com a certeza de que não fiz nada para conseguir ganhar.

A escolha que fiz nos últimos meses me resultou em um saldo negativo em relação a quantidade. Perdi, perdi muito. Perdi muita coisa boa que eu construí. Perdi a paz, perdi a tranqüilidade, perdi o conforto de uma relação, perdi a parceria que ajudou a me transformar no que sou hoje, perdi o companheirismo e o apoio que me trouxeram onde estou. O que eu ganhei? Do que eu queria, nada. Mas não imaginava que poderia ser tão dona de mim.

E hoje o que eu sei é que o mundo me espera.  Precisa de mais?! 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O que eu sei do amor

Recebi a seguinte mensagem por e-mail:


MÃE - EXPRESSÃO DE AMOR

“Quem tem mãe tem todos os parentes.
É verdade. A mãe é a síntese de todo esse universo humano que se chama família. A rigor, ela é a única que caracteriza o sentido de união dentro de uma casa.
É quem gera, alimenta e ama. É quem reúne, santifica e eleva.
É ela quem se lembra de todos, esquecendo-se de si mesma.
É aquele ponto de encontro necessário entre Deus e os homens e que se chama – AMOR.
Venere sua mãe, onde ela estiver."

Concordo e discordo. Recentemente li uma matéria em que um homem ganhou o direito de tirar licença maternidade para cuidar da filha recém nascida que a mãe não quis criar. Teoricamente mãe é aquela que pariu. Na prática é aquela que sabe dar amor, carinho e fazer com que seu filho se sinta protegido. Portanto, concordo e discordo da mensagem acima dependendo da forma com que ela é interpretada.

A mãe da recém nascida mencionada merece ser venerada? Mas se por um acaso essa criança vier a ter uma mãe postiça que atenda às suas necessidades emocionais, essa sim deverá ser venerada. Embora quem tenha perdido a mãe biológica, seja qual for o motivo, e ainda sim teve uma mãe postiça digna de veneração saiba que amor de mãe é amor de mãe, mesmo que ela o tenha negado.

Já falei sobre minha mãe aqui e o quanto ela tem importância da pessoa que me tornei hoje, da mãe que sou hoje para meu filho. Sou uma pessoa extremamente resiliente e isso me assusta, muito. Desta forma pude transformar sua ausência, a falta de amor, de carinho, de proteção e de incentivo em um amor estrondoso por meu filho.

Procuro oferecer a ele tudo o que me faltou, com a consciência da importância de também fazer dele uma pessoa forte, que possa lidar com os socos, pontapés e desilusões da vida. Pela infância privada de amor materno e de doses cavalares de desamor materno, hoje, sei dosar o quanto é preciso de mimo e o quanto é preciso ser forte e deixá-lo fazer sozinho.

Por vezes me apontam o dedo como durona. “Coitado”, dizem os linguarudos. Coitado? Coitada das crianças que abaixam a cabeça longe de suas mães, ou que em situações desconfortáveis choram e não podem se defender. Dou ao meu filho a dose exata de amor e de firmeza para que ele possa encarar os problemas que aparecem em sua vida de cabeça erguida. Mas sei como lhe dar proteção quando esta se faz necessária.

Concordo com o texto, venere a mãe que você tem, seja ela tia ou irmã. Se ela proporcionou a você o mínimo de carinho e proteção necessária para seu crescimento pessoal, se foi capaz de lhe ensinar sobre sentimentos.

Mãe é sinônimo de amor. Qualquer relação que fuja dessa regra não merece ser mencionada de uma forma assim tão sagrada.

domingo, 5 de agosto de 2012

Amigos de verdade, um amor inteiro e tranquilidade

Decidi que quero da vida três coisas: amigos de verdade, um amor por inteiro e tranquilidade.

Com a tranquilidade terei paz para dedicar-me ao meu filho, aos meus sonhos e a realização de todos os projetos. O amor por inteiro dispensa explicações, pois é doloroso demais amar pela metade. Os amigos de verdade, por vontade divina, são, depois do Otávio, o que tenho de mais importante nesta Vida.

Escolho a intensidade pra viver.

"Eu já gritei, eu me arrisquei, eu me queimei eu fiz de tudo. Eu me pus no seu lugar..."

Coragem e ousadia andam lado a lado ;)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Conhecimento da espera


Aceitar esperar é aceitar um desafio. Um grande desafio, pois a espera é um mix de sentimentos. Sentimentos bons e ruins que te levam do céu ao inferno e do inferno ao céu em questão de segundos. Esperar dá margem para a imaginação. E a nossa mente é poderosa, ela é capaz de nos levar a lugares e situações que na realidade são quase impossíveis. 

Perturbador. Essa é a minha definição para a espera. Quando você se dispõe ou precisa esperar algo você abre mão do controle de sua vida e deixa que esse mix de sentimentos te domine. Entre uma viagem e outra do céu ao inferno e do inferno ao céu, por alguns momentos é possível que se tome novamente a rédea dos pensamentos e encontre uma direção para a vida. 

Acontece que muitas vezes esperar é a única solução. O tempo é o senhor do destino e no tempo está implícito a necessidade da espera. Quem aceita este desafio passa por experiências que amadurecem. É um amadurecimento absurdo e assustador, mas que tenho certeza, no fim da espera fará de si mesmo uma pessoa melhor e mais forte. 

Excitação, positividade, negatividade, esperança, desespero, felicidade, tristeza, sonhos, decepção... todo tipo de sentimento está ligado a espera. Durante a espera o insensível chora, o forte fraqueja, o corajoso acovarda-se, o sonhador deixa de sonhar, o orgulhoso demonstra humildade, o auto-suficiente torna-se dependente. Isso também é aprendizado e apenas o aprendizado transformado em maturidade é capaz de  provocar em nós mudanças. 

"A espera consome". Mas o que fazer? Só resta esperar...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sobre o amor

Conheci o amor mais sublime há quase seis anos quando ganhei de Deus o Otávio. Faço essa afirmação, pois, dizem que o amor não cobra nada, que ele espera e tudo suporta. Quem é mãe conhece bem o amor infinito, sem cobrança e sem dor.

A amizade também é uma forma de amor. Esse amor algumas vezes é ciumento, mas quando verdadeiro é também sem cobrança e suporta distância de tempo e de espaço físico. Já o amor entre duas pessoas que não se conhecem, mas que parecem ter vivido tudo em algum momento dessa ou de outra vida, esse quase sempre começa com paixão.

O amor que provem da paixão é incontrolável, perturbador e viciante. Quando você se dá conta está totalmente entregue a um sentimento que te domina e não há meios de se desfazer dele. O Frejat até tentou, mas cantou em versos que nem 50 receitas pra esquecer um amor iria resolver. Já a Marisa Monte (ahn, a Marisa sabe das coisas), ela sabe que Amar Alguém só pode fazer bem e que ''não se decide amar e nem a quem". 

Se entregar a um amor, seja ele conveniente ou não (quem é que determina isso? Se o sentimento é involuntário e impossível de escolhas), é experimentar a felicidade. Própria, mas o nosso primeiro compromisso não é com a gente mesmo?! Depois, aceitar viver o amor é demonstrar maturidade, ignorar a hipocrisia da sociedade e saber viver sem ser refém de julgamentos. 

Se a vida é o que acontece enquanto estamos planejando-a, porque não dar uma chance para o irracional e o emocional? São sentimentos livres de regras e que possibilitam total intensidade a vivência do presente. E o que é a vida, senão o presente?

Independente do final da história de amor, permita-se VIVER! 






quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que você entendeu?

Há quase um ano escrevi sobre a exposição na web, foi meu primeiro artigo para o blog Jornalistas: Exposição na web: solidão ou egocentrismo? . Na época a moda na rede social de Zuckerberg era usar o gerúndio para responder a pergunta: No que você está pensando?

A moda agora é utilizar-se de frases prontas e de efeito para expressar sentimentos. "Isto é exposição!", é o que mais tenho escutado nos últimos tempos. No eterno julgar sem olhar a quem e saber os reais motivos temos nos valido das frases de efeito para saber se as pessoas estão bem e felizes ou o contrário. É expor sem expor-se e se render ao julgamento. 

Há quem diga que as redes sociais são uma ferramenta do mal, que só serve para desfazer uma imagem; há quem diga que elas são o mundo perfeito, onde todo mundo ama os animais, vive de momentos felizes e habita um mundo perfeito. 

As redes sociais também são acusadas de colocar fim a relacionamentos. Quem não conhece alguém que deu ''piti'' porque o outro estava com o status de relacionamento "solteiro"? Em comunicação há uma máxima que diz o seguinte: Comunicação não é o que você diz, é o que o outro entende. Isso explica muito, ao menos no meu entender.

Cada um usa a rede social como melhor lhe convém se é exposição, se é egocentrismo, se é escape para a solidão... não importa! A verdade é que nós não sabemos ser isentos de julgamentos e sempre faremos entendimento do que melhor nos convém. 

* Passa no blog dos jornalistas, tô em falta lá, mas tem textos incríveis de vários colegas.